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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Capítulo 43: Holanda x Camarões - Outro Plano da Laranja Secreta

A Laranja Secreta voltou a campo meramente para cumprir tabela. Claro, exitia quem pensasse que ainda não era garantido o primeiro lugar. Óbvio, tais pensamentos não conhecem a natureza da mentalidade holandesa, tudo é cuidadosamente arquitetado.

Até pensei que esta era a última exibição da Laranja Secreta, pois nas oitavas começaria o show. Contudo, enfrentando a Eslováquia, é bem provável que show mesmo, só a aprtir das quartas. Para que dar espetáculo se ainda não precisa? Para criar expectativas à toa, como já ocorreu diversas vezes com esta Holanda? Deixe a imprensa lamentar, dizer que não joga como deve e caralho a quatro. Enquanto isso os jogadores se divertem com o noticiário.

Hoje, mais uma vez. Foi só tocar bola, esperar o tempo passar. Tudo calculado. Camarões quis ir para cima, mas só chegou em chutes de fora da área. E sem perigos.

Mas a Holanda queria fazer gol. Passar em branco nesta Copa não. Então tratou de criar uma jogadinha. E, claro, tinha que ser bonito. Foi. Van Persie começou a jogada e foi para a área. Na metida de bola, Kuyt fez corta-luz e ela sobrou limpa para Van Persie, que chutou, intencionalmente, justamente por entre as pernas do arqueiro camaronês. 1x0.

E chega de lance no primeiro tempo. Apenas toque de bola e enrolação, para cadenciar. Às vezes, um toque de efeito, só para o público não reclamar do ingresso.

No segundo tempo, a ideia era fazer o mesmo. Mas para disfarçar, os holandeses combinaram de dar emoção á aprtida. Van der Vaart, de quebra, mostrou que pode fazer um ótimo bloqueio jogando voleibol. Enquanto é futebol, pênalti. Eto'o descotnou para o grupo de jogadores - pois time, Camarões provou que não tem, é muito desorganizado...

Claro, tudo fazia parte do roteiro. Tudo arquitetado para Robben poder marcar o dele. O craque holandês entrou e nem esperou para finalizar o plano. O problema é que o cara é tão genial que preferiu chutar a bola na trave propositalmente, fazendo-a voltar para Huntelaar. Gol da Holanda. E todo mundo falando mais do chute de Robben do que do gol de Huntelaar. Genial, não?

E aí foi só segurar. Hoje, pela madrugada, haverá uma grande reunião para saber se o show deve começar contra a Eslováquia, ou se deixam para as quartas-de-final.

sábado, 19 de junho de 2010

Capítulo 26: Camarões x Dinamarca - O típico roteiro africano apareceu

Jogo de derrotas na estréia, em geral, é desespero. O medo de perder e ficar foram tira a vontade de atacar e vencer o adversário. E assim, acabam ficando jogos chatos e sonolentos. Não foi o que ocorreu na vitória da Grécia diante da Nigéria, e também não foi o que se viu entre Camarões e Dinamarca.

É bem verdade que o jogo encaminhava para essa chatice citada, contudo, o "garoto inexperiente" Sorensen, quase com o dobro da minha idade, resolveu brincar, e tocou para Poulsen. O amigo que pensa "de novo esse porra entregou", engana-se. É outro Poulsen, esse loirinho, típico dinamarquês. Quis dar uma de Ronaldinho Gaúcho, tocar sem olhar. Deu uma de Zezinho da Peroba. Entregou a bola para Emana. Esse deu para quem sabe definir. Eto'o não teve trabalho e mandou para a rede. 1x0.

Então, pela primeira vez nesta Copa, vimos o que se acostumou a ver em um duelo entre africanos e europeus secundários. A Dinamarca fechada,e sperando para resolver num contra-ataque, e os africanos no seu tradicional futebol "irresponsável".

E tal como costuma ser o enredo desses casos, o africano se fodeu. Pode ser literalmente, se você, ao invés de jogo, procurar algum puteiro nas redondezas do estádio, mas pode ser no sentido do jogo, o conotativo. O amigo leitor que escolhe.

Se escolheu o sentido conotativo, já sabe. É claro que os africanos pagariam pela irreponsabilidade. Num lançamento sensacional, Rommedahl cruzou, e Bretnder, o guerreiro (e geralmente tal denotação leva à raça, e foge à técnica...), se esticou todo para empatar.

No final do primeiro tempo, Tomasson, ele mesmo, aquele que já jogava nos tempos em que hans Andersen começava a escrever seu conto "O Patinho Feio", mostrou que já está mais do que na hora de jogar na categoria masters, e perdeu gol feito.

Camarões teve duas boas chances também. Primeiro Mbia (não confundir com Bia, volante que jogou no Sport Recife, cujo nome já nos dá muito a entender acerca de sua sexualidade - e por que não do time em que jogou) roubou boa bola e Eto'o carimbou a trave. Depois disso, Emana saiu na cara do gol, e Sorensen pegou.

O segundo tempo começou bem morno. Aliás, bem frio, numa temperatura "Greolandística". Até que Rommedahl resolveu. E fez 2x1. Camarões, pressionou sem êxito, e fica de fora da Copa, claramente com problemas entre técnico e jogadores.

A vitória levou ao delírio Margarida. Nenhuma flor, mas sim Margarida II, chefe do Estado dinamarquês, que brindou comendo chocolate em Copenhagen. E com Camarões perdendo, Minha Holanda entrou.

Se o amigo tem dúvida entre o chato jogo japonês ou o jogo divertidíssimo dinamarquês, lembre-se da tenista Caroline Wozniacki. Se você for homem, torcerá para a Dinamarca, se for mulher, e casada, para o Japão. hehe

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Capítulo 10: Camarões x Japão - Camarão é atropelado por Honda

Antes que me xinguem nos comentários, eu sei, o título é muito tosco.

Camarões e Japão era um jogo razoavelmente interessante. Confrontava dois estilos de jogo completamente diferentes, e prometia um ataque contra defesa. De um lado, a "irresponsabilidade" e ofensividade africana. De outro, a invejável obediência tática japonesa.

Camarões começou pressionando. Nada assustador, tinha a posse de bola, virava pra lá, virava pra cá. E nada de gol, nem de grandes perigos.

O Japão marcava quem nem um retardado. Parecia Palmeiras e Inter, pela última rodada pré-Copa do campeonato nacional. E, saibam, isso é Japão, invariavelmente. Muita marcação para arrumar um contra-ataque a marcar.

E isso veio. A bola foi roubada, e a jogada foi construída sem defeito de fábrica. O Japão pisou no acelerador, e Honda fez 1x0. Isso mesmo. Não sei se era Civic ou outro modelo, mas era Honda. E quando após o gol apareceu aquele placarzinho vermelho, quem ficou vermelho deve ter sido o dono da Toyota. Sem gastar um único centavo, a Honda conseguia fazer propaganda do seu produto.

Enfim, essas piadinhas escrotas são inevitáveis, porque jogo em si não tem muito o que falar. Camarões seguiu dominando, sem fazer nada. E o pior, tínhamos mais 45 minutos, que certamente seriam iguais (ou muito semelhantes) aos vistos na primeira etapa.

O primeiro tempo foi de domínio sem perigo de Camarões, com um chute perigoso do Japão. Isso foi exatamente o que ocorreu no segundo tempo. Ao menos até os 40 do segundo tempo.

Até lá, de perigo mesmo, um lance aos quatro para Camarões, e um chute de longe japa, que no rebote resultou em lance na trave. Só. Nada mais que faltas merecem destaque.

Nos últimos cinco minutos, o time africano lançou-se com tudo ao ataque. Fez o goleiro fazer ótima defesa. Meteu um chutaço da trave. Deu trabalho. Porém, já era tarde para merecer sorte melhor. O duro é ter que ver o Japão vencer o jogo...